O que é amar?...



Um estado de espirito emocional,
A partilha de um mesmo sentir,
A partilha de um mesmo querer,
A partilha de um mesmo desejar.
A partilha…
A dança perfeita entre dois corpos,
A dança perfeita entre duas almas,
A dança perfeita…
Fusão de dois seres, um único sentir,
A partilha de uma mesma lagrima,
Lagrima doce, de cheiro a saudade,
Saudade…
Ambição nostálgica do sofrer a ausência,
A ausência da tua partida. Sim, voltarás…
Em mim sei que estás sempre presente. 

Haverá definição de amor?
Amar é…
Desenhar na areia da praia…

 


Definição do Amor…

Um dia escrevi, e passo a citar:
“O amor não é o queremos sentir, é o que sentimos sem querer”… 
Estarei assim tão errado, o que é efetivamente o amor? Que sentimento é este que nos invade o corpo, a mente, que entra no nosso ser, sem que dele queira sair. Ao ponto de nos sentirmos presos a...algo que nem nós próprios conseguimos explicar.  Onde acaba a “paixão” e entra o amor?

Paixão.

Estado de espirito, ou umas boas doses de feniletilamina, ou dopamina, ou ainda, sim também temos a serotonina, que nos fazem sonhar! Onde tudo nos parece perfeito. Um olá, uma palavra, um sorriso, um gesto, um…Tudo nos parece perfeito porque o nosso estado mental esta totalmente concentrado em algo que nos parece totalmente perfeito, caído do céu, feito a nossa medida. Sê-lo-á? Passageiro ou irracional? Paixão nada mais é que um estado de espirito, estado esse que pode ser “momentâneo”, e, ou com a passar do tempo, algo mais…
É sobretudo um estado de espiro que nos torna irracionais aos olhos dos outros, que não vemos para além do que o nosso próprio olhar alcança. O irracional controla o nosso próprio racional. Mas como humanos que somos, não somos apenas racionais. Sentimos.
A paixão, será talvez uma das “drogas” mais poderosas que conhecemos, se em doses excessivas podem provocar a loucura, ou a insanidade, de quem sente intensamente. 

Mas voltemos ao Amor.

Afinal o que é o Amor? Ou como definiríamos as várias “formas de amar”?… Amor, ou amar alguém, creio que vai para lá da compreensão do próprio ser. Se a paixão considero um estado de espirito, que pode ser ou não momentâneo, já o Amor!
Quando é que podemos realmente dizer que amamos? Quando se é pai, mãe, irmão, familiar, amigo, nós não temos duvidas que amamos aquela pessoa de uma forma incondicional, está-nos no sangue, nos genes, no próprio ser. Faz parte de nós. Humanos.
O que faríamos por esse amor? Depende de pessoa para pessoa, de situação para situação, mas não tenho dúvidas que daríamos a volta ao mundo por esse amor, vezes e vezes sem conta. Em situações extremas, não trocaríamos de posição com essas mesmas pessoas, não trocaríamos a nossa “vida” por essas mesmas pessoas? Quantos pais, ou quantos filhos já não o desejaram?
Voltando ao amor, ao amor entre duas pessoas. Como se define este amor? Racional, irracional, estado de espirito. Quando sabemos que realmente amamos? Quando sabemos realmente que amamos a pessoa que “amamos sem querer”?
É porque partilhamos um mesmo olhar, um gesto, um mesmo sentimento, uma vida, quando sentimos saudades, quando….Não creio que haja uma definição concreta para este amor.
Cada qual sente de maneira diferente, todos somos diferentes, mas todos ambicionamos o amor. O que é amar? Como o definiria?
Amar, mais do que um estado de espirito, é um mesmo sentir, é um mesmo querer, é um mesmo desejar, é…Uma dança perfeita entre duas almas. Almas passadas, presentes. É equacionar o nosso mundo, equacionar… Presente, passado até o futuro.
É sair de nós, é pormo-nos na pele do outro. Sentir o seu sentir. Dor, tristeza, alegria, sorrir, chorar as suas lágrimas. É ter a ambição de sofrer, sabendo que traria felicidade a pessoa amada. Amor? Não haverá definição de amor. Mas sabemos que realmente amamos quando estivermos dispostos a dar a vida pela pessoa amada.




Mais uma tarde...


     Mais uma tarde esta a passar,
     Sim, mais uma tarde.
     Muitas outras virão, esta…
     Nem faz sol, nem faz chuva, está….
     Indefinida como eu.
     Olho para mar e para o céu.
     A junção entre estes dois mundos.
     Faz uma linha reta perfeita.
     Apetecia-me sair daqui e…
     Caminha sob aquela reta.
     Não tem limites ou destino...
     Caminhar para lá do horizonte..
     Ontem chovia…
     Amanhã, talvez apareça o sol…
     Mas aquela linha reta!..
     Lá está a chamar por mim.
     Apetece-me sair daqui,
     Caminhar sob aquela linha reta.
     Se para lá do horizonte..

     O destino me levar até TI.


Fell you on me…..



     Aqui sinto-te como parte de mim.
     Este lugar á beira-mar plantado,
     O som que vem das ondas do mar,
     A brisa que passa em mim sinto.
     Este simples lugar….
     É o raiar do sol que lhe dá vida.
     Fecho os olhos e sinto-te aqui,
     As ondas são como o teu respirar,
     Variam entre o suave e o ofegante.
     No sol sinto o brilho do teu olhar,
     Esta melodia que ouço no ar,
     É a melodia suave da tua voz.
     A batalha constante das ondas,
     Contra as rochas que se defendem,
     Sinto em mim como o teu beijar,
     E na brisa que por aqui passa,
     Em mim sinto, suave o teu tocar.
     Mar rebelde este, é parte de ti.
     Lugar calmo, sereno, mágico.
     Fechos os olhos e sinto-te aqui,
     Este lugar é como parte de mim.
     Este lugar á beira-mar plantado,
     Estranha sensação esta que sinto,
     Só quero sentir aquele doce sentir. 

     Fell you as part of me…..

Fly my sweet butterfly…


    Ainda presa nesse teu pequeno casulo,
    Sentes o teu mundo fechado,
    Mal te podes mexer, sentir liberdade.
    Nesse teu pequeno mundo fechado,
    Um vai e vem de pensamentos difusos,
    Confusos no querer ser livre, liberdade.
    O casulo mexe, remexe, uma falha…
    Por essa falha sentes a brisa que passa,
    Paira no ar a doce sensação de liberdade,
    O ar que agora respiras, primaveril.
    Ainda Perdida em ti.
    Fechada no teu pequeno casulo.
    Liberdade…
    Pela pequena falha espreitas o mundo,
    Repleto de cor, luz, cheiros, sentires…
    A sensação que lá fora tudo é novo,
    Um oceano de duvidas e incertezas,
    Sentes-te segura no teu pequeno casulo,
    Estranha sensação essa que sentes…
    Experimentar um mundo de coisas novas,
    As tuas pequenas asas, são cor e fantasia.
    Insegura te sentes, quem te ensinará a voar?
    Tens em ti a vontade de sair do casulo…
    Ainda não sentes força para sair, voar.
    Mas deixas-te levar pela brisa que passa,
    Estás a cair, dar as asas, sim estas a voar.
    Essa sensação, o vento sentes, liberdade!
    As tuas asas cheias de cor, brilho, luz.
    Agora para onde te levará o destino?
    Ser livre, simplesmente voar neste mundo. 

    Fly my sweet butterfly…


Assim navegas tu.....




      Tu que navegas por aguas turvas,
      Em bom porto esperas atracar.
      É apenas mais um dia de tempestade,
      Mais uma de tantas que já enfrentaste.
      O teu casco irrompe mar a dentro.

      Frágil, o teu interior sinto gritar,
      Assim navegas tu por este mar.

      A tua força, a ti pertence,
      Ainda que outros por ti passem,
      Para ti olhem e não te reconheçam.

      Assim navegas tu por este mar,
      Frágil, o teu interior sinto gritar.

      Nesta viagem de tormentas,
      Neste mar de aguas turvas,
      A bom porto tu só queres chegar,
      Tu que tão bem te conheces,
      Tu que outros mares já navegaste,
      Tu que em outros mares já gritaste.
      Bem no fundo do teu casco sentes,
      A força e a energia que te alimenta,
      Energia que te dá vida e te desloca.
      Ainda frágil, o teu interior sinto gritar,
      Confia em ti, serei o teu tempo,
      A bom porto te espero levar.
      Envio-te um raio da minha luz,
      Envio-te um raio deste meu sol,
      Que estas aguas agora turvas,
      Cristalinas a bom porto te vão levar.

      Assim navegas tu por este mar,
      Frágil, o teu interior sinto gritar.

      Assim navegas tu por este mar.....

      No porto te espero, chegaras até mim,
      Um ultimo folego, segue aquela estrela…

      Assim navegas tu….

O lado humano do amor....


Quero aprender a voar,
Voar até juntinho de ti.
Se for esse o meu destino.
Quero um mesmo sorrir,
Quero um mesmo sentir.
Alegria, tristeza, partilhar…
O doce do teu olhar.
Beijar as tuas lagrimas,
Beijar o teu ser.
Beijar o teu sentir.
Beijar o amor que sentes.
Partilhar o mesmo sentir.
Não deixar que as lagrimas,
Me sequem as palavras.
Posso beijar a tua lagrima,
Posso beijar o teu rosto,
Posso beijar a tua alma,
Posso…
O lado humano do amor...

Saudade.

A ironia da chuva...


Afinal o que é a chuva senão…
Pequenas partículas de água.
Água que se evapora dos oceanos,
Dos rios, dos lagos, de sítios molhados…
Que o vento leva para parte incerta,

A ironia da chuva…

A condensação que se forma nos céus,
Bem lá no alto, longe dos nossos olhares,
Processos que o próprio tempo gera,
Processos, que a todos nós, vida traz.
A lagrima triste, o tempo a irá levar,
A ironia da chuva a fará regressar,
Alegre, contente, mais uma lagrima.
Chove porque o tempo assim o quer,
A lagrima cai porque o tempo assim o quis.
É apenas água…
A ironia da chuva….
Processos simples, dão brilho as cores do arco iris.
Ironia, é….Sentir a vida como ciclos passados.
Uma lagrima de tristeza,
Uma lagrima de alegria,
Chuva da vida……………

Grãos de areia....



Carrego-vos nas mãos grãos de areia…
E por entre os dedos vos sinto cair,
Suavemente,
Como o tempo que passa devagar,
Esvanece-se e fico reduzido a nada.
O tempo passa, o tempo passa....
Um outro punhado de grãos de areia,
Que voltará a esvanecer-se suavemente.
Sinto, o meu tempo que passa,
Sinto, saudade do nosso tempo.
A cada grão de areia um novo sentir,
Em cada grão de areia um pouco de ti,
Sinto partir.
A cada novo grão de areia que se vai,
Em milhares o mar a rocha vai partir,
A cada novo grão de areia,
Sei, surgirá mais um pouco de ti.
Serei eu este mar que a rocha vai partir,
Serei eu este mar?....
Serei eu este mar?....

Chocolate....



Branco, preto, castanho….
Simplesmente viciante,
Em cada nova dentada, mais….
Sensação nostálgica, pura magia,
Sensação de bem-estar, alegria.
 O doce, o suave, as texturas,
O comer a belo prazer…
Este vício quero que fique em mim.
O querer e não te ter para trincar,
O comer e não sentir…
O doce suave do teu olhar.
A cada novo pedaço, o sorrir.
A cada novo pedaço, o sentir.
O comer a belo prazer…
Branco, preto, castanho…Viciante.
Vício que me corre nas veias,
Vício que quero sentir, é presente.
Este vício que me alimenta a alma.
Este vício,
É tão só um pedaço de ti….

Passagem...


Sensações de alegria,
Mar de tormentas.
As ondas que no mar se levantam,
Que ondas te levam, daqui…
A estranha sensação de te ver.
Sentir no rebentar da força das ondas.
Em cada nova onda, um olhar.
Em cada nova onda, um sorrir.
Em cada nova onda, um pedaço de ti.
Foi aqui que te pude abraçar,
Hoje és apenas presença no ar.
Este ar que respiro, é vida.
O cheiro a maresia é perfume,
Um pouco de ti ficou retido em mim.
Esta lagrima que o vento me trouxe,
É saudade….
Esta  lagrima que o vento me leva…
Da tua passagem, o teu doce sorrir.
Em ti ficou, um pouco de mim…

Je ne sais pas…..

A glass of wine, a cigar, and myself….Beautifull…
Que belo final de dia, pena é o sentimento nostálgico que impera no interior do meu ser. Porquê? Simplesmente porque sim. Estados de alma, de espirito levianos que nos levam a lugares onde não queremos estar. O cérebro navega, navega, navega, por pensamentos difusos, incoerentes, pensamentos vazios.

Inventar palavras, sentir a musica, sentir o nosso próprio ser, que extravasa para lá do infinito e se perde numa melancolia de emoções. Emoções…O querer sentir intensamente o nosso próprio ser, o próximo, sentir a brisa da rua, sentir só a belo prazer a melodia do mar.
Há dias assim, em que nos envolvemos em nós, no nosso ser, e nos embrulhamos de tal maneira, que não conseguimos ver para lá da profundeza do vazio. Vazio, mas afinal o que é o vazio num ser que pensa, raciocina, vive, sente, e tem a capacidade de se amar, de amar o seu próximo.

Pensamentos difusos, estes os meus pensamentos, uma noite soalheira, em que se faz sentir a brisa da rua nos meus próprios pensamentos e que os leva para lá do meu ser. Mas fica o ser. Fica o EU, a matéria de que sou feito, o ser que sou, com virtudes, defeitos, vontades próprias e com os meus pensamentos. Hoje difusos e perdidos no ar, no tempo, no espaço físico que é o meu ser.
A glass of wine, a cigar, and myself….New think…

O tempo corre, os pensamentos que outrora me levaram para além do meu próprio ser, fizeram-me regressar a mim mesmo… Como o tempo passa, segundo, minutos, horas, mas em escassos milésimos de segundos voltamos a nós. Um click, um simples som traz-me de volta á realidade que por breves instantes se esquivou de mim…
Agarrei novamente o eu, trouxe-me de volta a minha realidade, um sorriso, sentir a brisa, ouvir o mar, pequenas coisas, pequenos prazeres que por momentos esqueci.

A glass of wine, a cigar, and myself….Feel me, you, and enjoy life….

Cistus Tinto 2005

A incerteza do ser há primeira adversidade….

Simplesmente desistir com um fechar de portas descabido e sem fundamento. O ser pensa e repensa, mas volta a pensar no fundamento que o faz incerto.

De caracter elegante, suave ao paladar….

Repensando o ser, repensando o seu querer, quererá?….. Ou simplesmente pensa que quer, que ambiciona um determinado objetivo, mas sem de facto o ambicionar com unhas e dentes, sem lutar por ele, sem se estatelar ao comprido, antes da meta, os últimos metros, quase….

Pôr-se novamente de pé, tentar lá chegar, terá forças para os derradeiros metros, para chegar a meta que é o derradeiro obstáculo antes de alcançar o objetivo final. Terá força suficiente para sair do chão frio, molhado, a gravilha colada ao corpo suado, esfolado, ensanguentado, marcado pela dor do querer chegar, ao outrora ambicionado. Fim.

Aromas frutados, intensos, sentir……

Frida que dói, no caracter do nosso ser, é…. Perder a ambição do chegar ao fim, sem no entanto  superar as adversidades, a meta esta a vista, a multidão aplaude, mas o corpo dói, a queda aparatosa, levantar e acabar cheio de dor, ou simplesmente levantar, não chegar, porque a multidão ainda aplaude e perceberá que o corpo está ferido, cansado, dorido.

Ser que é ser, que ambiciona, que quer, que deseja, que tem a meta como derradeiro objetivo, levanta-se, acena, chega em último, mas chega ao fim. O esforça final, aqueles metros, são simplesmente metros, que viram centímetros, milímetros, que não significam nada quando o tão desejado objetivo é superado.

Grito de dor, grito de raiva, grito de…. Missão cumprida, objetivo alcançado, menção honrosa pelo último lugar, mas acima de tudo o grito pela liberdade que o nosso ser sente por ultrapassar a adversidade que o nosso próprio destino nos colocou.

Não há desafio sem adversidade, uma meta sem um extenso percurso a percorrer, objetivos inultrapassáveis, apenas um querer lá chegar. É o querer lá chegar que nos dá força para superar o que outrora nos era inimaginável, nos parecia impossível de alcançar. Como em  tudo na vida, para alcançar um objetivo, um fim,  haverá sempre um  começo. Doi, mas a recompensa......Compensa.

A lagrima escorre, a sua textura sente-se complexa no fim de boca…. Dou-me por feliz por o ter apreciado, recomendo e tenho pena que tenha acabado.

Proeza Tinto 2008

Cor….
Estrutura….
Fim de boca……
Ideal para acompanhar…

Para quê falar das características de um vinho?Não é melhor saborear, apreciar um simples copo de vinho?
Fazemos tantas coisas insignificantes por dia, sem sentido, apenas porque fazemos, porque nos apetece fazer, porque é para ai que estamos virados, mas….

Apreciar as coisas boas da vida…Porque não, se o sangue ainda nos corre nas veias, se há vida em nós, se o nosso ser ainda é ser?

Horas a olhar para o infinito do mar, tentando explicar o porque das ondas, ou o simples apreciar do por do sol sobre o azul do oceano. Um sorriso, um olhar mais profundo para lá do….

Saborear um beijo. Chocho, sem sabor, intenso, provocante. Hum….

A vida é cheia de emoções, de sentires, de saberes, de… Infinitas sensações, inexplicáveis mas plausíveis a quem as sente.

Por vezes sentimos o vazio, o lado mais recôndito do nosso ser. Aqueles que fica no fundo da gaveta, que não queremos abrir por causa do cheiro a naftalina, mas está lá…

Nesses momentos descobrimos que a vida intensa é cheia de pequenas coisas, ínfimas coisas que não pudemos evitar porque fazem parte de nós. São essas pequenas coisas que compõem todo o nosso ser, que nos dão estrutura e saber para vivenciar o dia-a-dia.

Viver no “escuro”, no íntimo do nosso ser mais recôndito é…Apenas aprender a viver, a vivenciar as diferentes situações com que nos deparamos no decurso dos nossos dias, que nos fortalecem, que nos dão forma e vitaminas para o day after.

São estes “orgasmos” intrínsecos do nosso ser que nos fazem voltar a vivenciar, a apreciar, o que de mais belo temos para dar, oferecer, sentir, viver.

Voltando ao Proeza Tinto 2008, as características técnicas deixo-as para os entendidos, recomendo que o apreciem, que o sintam, que se deixem levar. Acompanha bem com um outro sorriso, o por do sol, ou até mesmo o luar.

Apreciar a lagrima que escorre, sentir o sabor intenso do vinho, ouvir o mar, um sorriso, um beijo, viver….

Be a bird and flight…..

Apúlia….
Fiz de ti o meu refúgio…
Esta pequena vila a beira mar plantada..
A infinidade do azul deste do teu mar….
O contraste com os campos verdejantes….
As pessoas simples que por cá moram…
Imensamente ricas em velhas tradições….

Assim és tu, meu refúgio….
Este dia, esta hora, este momento…..
Só sinto para lá do infinito do oceano….
Pensamentos vagos….
A ironia do sentir este dia vazio….
O silencio nostálgico, aqui partilho….
Haverá sempre nesta vida, dias….
Em que o sol apenas brilhará….
Não traz consigo a energia suficiente….
Para mudar o sentir do nosso dia…..
Sou apenas um ser…..
Outros ajudaste apenas por aparecer…
Vi-o nas pessoas que passavam na rua…
Sorrisos, alegreias….

Apúlia….
Assim és tu, meu refúgio….
Tu pequena vila a beira mar plantada….
Respiras vida….
O oceano liberta uma energia contagiante…
Ao simples viajante que por cá passa…
Mas hoje, meu pequeno refúgio ….

I just want to be a bird and flight…..
………
 

Partilhar simples palavras……


Sinto a minha vida numa nova encruzilhada, o vazio...
A falta de um novo caminho, uma nova esperança...
Começo a sentir os meus próprios receios, tormentas…
A vida, só a vejo espreitando bem do fundo do poço…
Já chorei as ultimas  lágrimas que ainda me continha....
Hoje são lágrimas secas, simplesmente salgadas….
Tudo me parece negro, sinto-me instável interiormente….
Só me apetece gritar, gritos de raiva e de mudança!!!
Será que devo deixar que a mudança me assuste?…
Querer mudar, ou, o simples partilhar de um sentir…
Este sentir de dor que comigo transporto e atormenta….
Olho para o céu,….
Ainda que encobertas pela neblina que paira no ar…
Um novo olhar, os olhos sinto fecham já cansados….
Milhares de estrelas para mim permanecem a sorrir…
As estrelas flutuam, mudam de lugar a cada  instante…
Não perdem o rumo, sempre a brilhar intensamente….
Re-inventando a nossa historia, partilhar a mudança…
O mundo lá fora não para, permanece inconstante….
Libertar a alma, deste sentir que me afoga e atropela …
Abraça-lo diariamente, para que dele me possa libertar..
O saber crescer interiormente com estas mudanças…
Aprendemos a viver, somos novamente livres para rir…

Tudo muda!!! Nós mudamos, o mundo lá fora muda....
Só não muda é a nossa capacidade intrínseca do saber….
Rir, Sorrir, Chorar, Partilhar estas tão simples palavras.

Gata Borralheira...

Numa noite de Dezembro
Caminhava só…
Praia fora, procurando encontrar-te…
Recordo tão bem esse momento
Solidão, procurando o teu conforto...
Ao contrario do mar, por dentro o vazio..
Onde estás?
Suplico-te aparece...
A ti quero abrir minha alma, partilhar...
No horizonte cruzar o nosso olhar,
Anseio pelo teu silencio,
No conforto da minha alma...
O ruído da solidão perturba, não acalma!
Minhas lágrimas tocam o sal do teu mar
na ânsia que até ti cheguem...
Entre correntes mar adentro…
Em sorrisos, sei que se transformam.
Sorrio para ti, ainda que distante,
Mas presente...
Nesse instante surge o teu sorriso,
Obrigado por me sorrires, doce LUA....


Co Autoria: Gata Borralheira

A ilusão mágica da poesia….

Lá fora o sol já se pôs, é Janeiro...
Os dias terminam cedo, a noite chega..
As estrela, o luar e este cheiro a maresia...
A lua ainda não a dislumbro, chegará...
O destino de duas almas cruzou-se...
No infinito do universo, palavras trocadas...
rasgadas de pequenas almas, perdidas...
A sabedoria das palavras alinhadas..
Coordenadas no tempo sem fim....
Da sabedoria do ser nasceu poesia....

Pensamentos descoordenados, sentidos…
Palavras toscas numa mesma partilha..
Do silencio se ergue a entrega ás palavras…
Sem ruido, apenas diferentes sentires….
Em busca de um mesmo proposito…
Partilhar…..A ilusão mágica da poesia….

Racional Vs Emocional

O que são de facto as emoções?
Positivas, negativas ou apenas…
Sensações, vividas e sentidas.
O ser racional também sente?…
Ou é apenas aritmética neste mundo?
Desprovido de sentidos, sem rumo.
Em que o ser vive intensamente,
O próprio dia parece não ter fim….
O ser vive, não vivendo.
Sobrevive desprovido de emoção.
Torna-se ingrato, egoísta.
Do racional para o egocêntrico,
Será só o próprio ser aquele numero?
Da aritmética, da sequência dos numeros….
Infiel a si próprio e ao seu sentir…..
Apenas porque o quer deixar de sentir.

Para alem do 1,2,3,4…….infinito.
O ser nunca deixa de ser racional,
O ser não deixa de ser emocional,
O ser não muda a seu belo prazer,
O ser não vive da lógica dos números,
Equaciona….
O ser não vive da razão dos números,
Questiona….
O ser pensa, equaciona, questiona.
Questiona a si próprio o porque?
Questiona a si próprio o que sente,
Questiona a si próprio porque o sente,
O ser questiona-se sempre……
Quando a vida não tem que ter lógica.
Ainda que racional não deixa de ser ilógico
Porque sobrepor o racional ao lógico?
Porque ser racional quando a vida não o é?
Ou será que controlamos a vida?
O ser emocional é o que ri, chora.
Chora porque sente…..
Não tenta  encontrar justificações,
Sabe que as emoções são irracionais,
se sobrepõem a lógica do próprio racíocinio.

Não escolhemos o caminho,
Aprendemos a caminhar nele.

Nostálgia

O silencio só é silencio….
Chuva, o rebentar das ondas, o luar….
A nublina que se faz sentir….
Nada quero sentir, apreciar….
Cheio, meio cheio,  apenas meio….
Tinto para o jantar….
O que nos faz a nostalgia…..
Gritar, esperniar, chorar...
O querer nada,  ser e desaparecer….
Fechar os olhos, dormir…
Sem nada sentir, pensar, acordar…
Silencio…
A brisa no friso da porta..
O carro que vai a passar….
Ainda oiço o mar…
Livre de pensamentos, pensei….
Não posso pensar.
Será o vinho a pensar e eu a falar….
Fugir, correr, desaparacer….
Até onde o mar me levar…
Vazio, expressivo, sem sentido,…
Será este o meu olhar?…
Tudo isto é um sentir….
Nostalgico, este que é o meu silencio….
Silencio, só quero silencio,…
Oiço o meu proprio silencio!!!!
Acordar, despertar, um novo dia…

Ilusão....

Bate a onda em pedra dura,
Constantemente….
E a molda a seu belo prazer.
Numa luta desigual.
Imovél sente,
A violencia do seu rebentar.
Desintegrada…
Pedra redonda, limada,
Areia fina…
A ilusão do ser, quando chora
O sentir a lagrima,
Mesmo a chuva a correr,
Se desintegra a belo prazer…
Não tolda, não lima,
Só se sente a escorrer
A ilusão do ser.
É o proprio ser, na ilusão....
Do moldar a belo prazer.
Não é onda,  é gente
Não é rocha, mas sente….
Irremediávelmente,
A ilusão do querer ser…..

Serei onda ou gente?....
Serei rocha que sente....
Sei. Que ilusão não quero ser......

Mito ou ilusão

O ser humano é uma caixinha de supresas ....
Será mesmo essa caixinha? Mito ou ilusão?
Mito é a caixinha.....
Ilusão é tudo o que dela sai......
Porque é tudo o que queremos ver.

Destino

Acredito que todos temos um destino ou proposito. Seja ele qual for. Se somos vitimas desse nosso destino?
Independentemente de tudo o que a vida nos reserva, nos dá, ou....nos tira. Nós enquanto individuos somos responsáveis por 95% do que nos acontece, são as nossas acções que fazem com que assim seja. Os outros 5% acredito que seja o acaso, ou destino, ou......o que quer que seja que é superior a nós.

Somos vitimas de nós proprios? Do nosso saber, das nossas vontades, de tudo em que realmente pudemos influenciar o nosso próprio destino.
Não creio que sejamos vitimas, mas reféns desse nosso destino. Compete-nos a nós enquanto individuos, libertarmo-nos e não vitimizarmo-nos de qualquer que seja esse nosso destino.
Se as coisas acontecem é porque realmente têm de acontecer, se estava destinado? Estaria na medida em que fomos nós que o destinamos num qualquer momento da nossa vida.

Afinal de contas estamos vivos. Pensamos. Agimos. Reagimos. Sentimos. Sorrimos. A vida é tão curta para sermos vitimas do que quer que seja.

Temos é de lhe dar um sentido e esperar que o "destino" faça o resto.