Eu sei...


 
Que parti sem hora marcada
Que o tempo ausente é presente
Que é tempo sem ti
 
A cada centímetro sufoco
O peito aperta sem respirar
Dói por não te puder abraçar
 
Nem sinto o tempo presente
É ar que expiro
Vazio se não o inspiro de ti
 
Eu sei
 
Que este tempo é saudade
O desejo de um beijo
Por te trazer dentro de mim
 
Eu sei
 
Que a distância é relativa
Ao espelho do amor
Estou presente tão perto de ti…
 

Sim ao vento grito...


 
Gente que passa distante
Se ao vento grito
Sem o porque do meu gritar
 
É um grito mudo
De um eco surdo profundo
Ninguém para me escutar
 
Palavras crespidas azedas
Enrolado de cabeça ao peito
Sussurro ao meu gritar
 
Chamo-me a voz da razão
Ao ouvido do vento grito
Implico suplico sem a voz
 
Amor de que se faz o grito
Mudo de um eco surdo profundo
No corpo sinto ao teu respirar…
 

Fraca...



És a fraca mais fraca
É assim que gosto de ti
Tola tarada maluca minha nossa tua
Desejos da tua pele crua
 
Sabor em teu beijo molhado
Dor de que se faz o amor
Não é loucura
Demência a minha ternura
 
Agora sem ti
É a mais estupida amargura
Intervalos nos dedos a mão vazia
Fraca é a mente que grita
 
Fraca
És a faca afiada na minha carne nua
Despido desprovido tão fraco
Se és tu a minha cura…
 

Fui mas não vim...



Fiquei retido nas flores
Perdido nos corações
Pedaços de mim no espaço agora vazio
Cheiro na cama
Meu ser no teu quando te vez ao espelho
Nesse sorriso que é meu
 
Fui mas não vim
Deixei ai a alma
Parte do meu ser se fases parte de mim
 
Fui mas não vim
Se te trago na alma na mente
És a melhor parte de mim
Contigo a correr-me no sangue quente
Fui mas não sai de ti…
 

Ato natureza…



Poderia ser o meu fértil imaginário
Estaria a sonhar deitado a teu lado
Poderia ser
 
De onde surgiram nada sei
Quantas serão
Dezenas centenas provável milhares
 
Brindaram-nos a norte oriundas mar
Eram lindas borboletas
Que por momentos nos vieram alegrar
 
Corremos sorrimos trocamos olhares
Rendidos ficamos
Imensidão de cores que pairaram no ar
 
Ato que a natureza nos proporcionou
Indiscritível sinto o agora
Saudades de ti e desta nossa história…
 

Nosso nós…


Sorri para mim
Com o teu sorriso meigo
Cara doce que me derrete
Me sustem a respiração
Eleva-me a alma
Preenche o coração
Olhar travesso
Agora sim rendido a ti
Sem força louco por ti
Euforia ou paixão
O teu ser chama por mim
Toca-me ao de leve
Foi-se a ilusão do sonho
Não mais um anonimo
Dás-me o teu tu
Entrego-te o meu eu
De sorriso em sorriso o olhar
Que fica do nosso nós…
 

Estrela...


 
Ponto perdido universo
Sem ti fico perdido
Não encontro o infinito
Luz que guia meu sono
Ilumina meus sonhos
Transporta
Para lá do universo
Onde os mundos se fundem
Transpõem o impossível
Onde tudo ou nada acontece
Minha estrela da noite
Mundo de dia
Minha vida
A fusão a magia sem fumo…
 

Minha brisa...


 
Fecha os olhos
Sente a brisa tocar-te o rosto
Cabelo ao vento
Liberta-te
Deixa que se desprenda a alma
Amarras que te prendem
Caminha no horizonte
Em direção aquele ponto escuro
Do teu olhar
Sem medo ou pressa sente
O vento no rosto
O arrepio na espinha
Sou eu que te beijo e te toco
Minha brisa meu horizonte…
 
 

Meu pensamento...



Toca a bateria ao toque do vento
Melodia meu alento
Pinga pinga aqui e ali
Canta a chuva meu tempo
Ameno o ar
Sem ti meu aperto
Viajo por linhas continuas
Vislumbro o horizonte vestido de negro
Pensamento vadio
Contigo viajo para norte
Será la que te encontro de cabelo ao vento
Melodia pulsa do sangue
Fim da viajem
Teus olhos meu sol
Meu horizonte
Vadio meu coração
Tu nesta viajem a norte
Meu pensamento…
Adoro-te…
 
 

Back Home...



Aquele peluche na prateleira,
Fofinho, não eras tu,
De relance olhei uma montra,
Corações vermelhos,
Doces jamais seriam para ti,
Na porta do restaurante,
“Lotado” é São Valentim,
Tremendo infortúnio,
Esqueci-me da mais bela rosa,
Algures a meio do jardim,
Rendido sem nada para trocar,
Ou te fazer feliz,
No ar essência teu perfume,
A casa deserta,
Imploro,
Corre, volta depressa amor,
Não tenho nada,
Só quero ser o teu Valentim,
Adoro-te.

Amor e carinho,
Tudo o mais construímos,
Vencendo o dia-a-dia…
 
 

Incondicional...



Amar sinonimo de sorrir,
Sorrio,
Amo incondicionalmente,
Borboletas fluem,
Vazo no mar agora revolto,
Lagrima salgada,
A doce paz,
De te trazer em mim,
Neste sentimento constante,
Que me preenche,
Em cada poro lembrança,
Do amor que tenho por ti,
Incondicional,
És a mais bela parte de mim…
 

Descontínuos...


 
 
Dá trabalho o destino
Ao longo da eterna jornada
Cruzamo-nos com lagrimas amor
Que são de dor
Ensinam a valorizar a acreditar
Com o coração
O sentir com a alma
Na procura felicidade os momentos
Por vezes contínuos
Se o teu pior é amar-me…
 
 

Perdeu-se...


 
Perder-se o que se tem
Se nunca se teve o que se perdeu
Perdeu-se
Célere a noite pro dia
Vivemos a ilusão dos sonhos
 
Tempo que separa o agora do hoje
Perdeu-se
Labirintos brechas caminhos
Perdi-me na vida
Perdeu-se o tempo em que me perdi
Na ilusão dos sonhos pra vida…

Rasgos lucidez..



Na sombra dos silêncios
Sentires
Transcrevo a alma
 
Se em papel não escrevinho
Iam-se pensamentos
Tempo algum saberia o porquê
 
Palavras ganham vida
Retalhos de mim…
 

Amo-te...





Ouvi a tua voz escuridão
Semblante a ilusão
Não eras tu
Eram os ecos de mim
Chamava por ti
Era o nós que implorava
- Preciso de ti
Para que preenchas vazio
Que deixas em mim
Doí-me amar-te
Doí-me porque estou vivo…


Planta do amor...



Coração de lagrimas
É na dor que renasce
Destino de cinzas
Estimulam  
Eclode a planta um olhar
Paixão agora cresce
Caricias regador
Beijos água do desejo
Cumplicidade brota a flor
Cheia de cor
Fruto desconhecido
Ramo partido
Ciclos de desenvolvimento
Planta delicada
Amor
 
O que o amanhã nos dá
Sonhar zelar prazeres…
 

Esperança...



É vida que nasce do ato
 
O renascer que advém das cinzas
Que se ergue das lagrimas
 
É a chuva o sol
O outono a primavera
 
Sonhos do hoje o amanhã
 
É o derradeiro prenúncio da vida
Se a vida é o derradeiro presságio
Esperança…
 

Espero-te...



Tendo mar finito como horizonte
Espero-te
Para partilhar momento contigo
Melodia do oceano música
Ao ouvido de silêncios a espera
Espero-te
Pra juntos viajarmos até ao cabo
Onde o vento se faz sentir
Tormentas o receio de encalhar
Nesta viagem
Quero ser navio á deriva
Perdido sem porto para atracar
Tu teu corpo meu mar
Se é nele que almejo naufragar
Espero-te
Para juntos fazermos a viagem
Ao cabo conjugado verbo amar
Eu amo
Tu amas
Nós amamo-nos sob olhar luar…
 
 

Enigmas...



Não há enigmas
O meu mundo é o que sinto
Que me leva o sono
E me prende os pensamentos
As vezes
Quando viajo pelo meu mundo
Sinto-me livre
Sinto falta do meu silêncio…

Sem parede...



Encantos escondes
Por entre os vales montanhas
Límpida pura água do rio
Sob ponte romana
Por entre ruas estreitas
Vielas tabernas
Poesia nas esquinas quais flores
Em canteiro
Admiro
De papel é a vida
Arquivo memórias meus olhos
Sem pintor para te pintar
Com amor para te dar
Amo a brisa a paz
Amo a vida
Neste quadro que agora pinto
Tu, meu respirar…